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CIAF, ciclovia e restaurantes: novas propostas para o Plano Diretor

No último dia 20, a Escola de Educação Física (EEFD) apresentou o projeto do Centro Integrado de Atividade Física (CIAF) ao Comitê Técnico do Plano Diretor UFRJ 2020.

 O Comitê Técnico do Plano Diretor UFRJ 2020 continua recebendo os representantes das unidades da universidade para ouvir suas propostas de expansão. No último dia 20, foi a vez da Escola de Educação Física (EEFD) apresentar o projeto do Centro Integrado de Atividade Física (CIAF). Os professores Waldyr Mendes Ramos, diretor da EEFD, e Armando Alves de Oliveira, coordenador de Extensão e idealizador do CIAF, além de Tiago Cerqueira Gomes e Luiz Felipe Cavalcanti, do grupo executivo, apresentaram o projeto de construção de um complexo esportivo com instalações para uso não só da comunidade universitária, como da sociedade do entorno, incluindo um possível local de hospedagem e treinamento de competições esportivas sediadas no Rio de Janeiro.

O CIAF foi elaborado em forma de módulos, prevendo a construção gradual das instalações, entre elas, um estádio de atletismo e futebol com cabines de rádio e TV e hospedagem para 30 atletas, a um valor aproximado de R$ 3,5 milhões. O projeto do estádio prevê ainda uma arquibancada "dupla face" com capacidade para dois mil espectadores em competições de futebol e atletismo e para 800 pessoas em eventos sediados no parque aquático, ainda sem valor estimado. O complexo de piscinas, por sua vez, seria composto por três piscinas – uma olímpica de 50 metros para treinos e competições de natação, uma para educação psicomotora e uma para saltos e aquecimento – que custariam o montante de R$ 20 a 30 milhões.

Tendo em vista o alto desempenho do Brasil em competições ao ar livre, o CIAF também contempla a criação de uma arena denominada "Praia Olímpica", para a realização de competições de futebol, vôlei e handebol de areia, modalidade em que a seleção brasileira é a atual campeã mundial. O valor estimado gira em torno de R$ 500 mil. Um dos pontos altos do projeto é a construção do Ginásio de Atividades Múltiplas (GAM), instalação que abrigaria treinamentos e competições de artes marciais, a um custo de R$ 200 mil; além de um espaço para atividades de Ginástica Artística e Ginástica Rítmica, estimado em R$ 14 milhões devido ao alto custo dos equipamentos.

Além dessa estrutura o projeto prevê a construção de clube sócio-esportivo, laboratório de atividades interdisciplinares – como fisiologia, biomecânica, neurologia, entre outras ciências – além de espaços multimídia, infantil, de artes e cultura e náutico, que prevê a instalação de raia olímpica para competições.

O reitor Aloisio Teixeira reconheceu a importância da criação do Centro. "O CIAF atende a uma justa e legítima reivindicação da Escola de Educação Física, no sentido de sua expansão. Atualmente é impossível desenvolver as atividades que já acontecem por lá, tal o nível de degradação das atuais instalações. Além disso, o projeto está sendo desenvolvido num caminho que interessa à universidade e vários são os pontos de encontro com o que tem sido discutido neste comitê", apontou. O reitor também analisou a proposta no horizonte de 2016. "Este projeto pode ser fundamental para a realização das Olimpíadas no Rio, pois já estaria garantida a sua utilização após os Jogos", disse em referência à exigência do Comitê Olímpico Internacional de que as instalações construídas para os Jogos Olímpicos venham atender à comunidade após a sua realização.

O pró-reitor de Planejamento, Carlos Antônio Levi, não apenas deu o seu aval, como também convidou o diretor da Escola de Educação Física para integrar o comitê. "Quero aproveitar a oportunidade para dar a partida com os recursos já disponíveis", afirmou, não sem antes solicitar à direção da EEFD um estudo sobre a área efetiva para as instalações.

Ciclovia

Uma das idéias, contida na elaboração do CIAF, que mais entusiasmou os membros do comitê foi a criação de um espaço para caminhada e corrida, provisoriamente batizado "Via UFRJ". A proposta vai ao encontro do conceito de quebra do "paradigma rodoviarista", tão reforçado pelo presidente do grupo de trabalho, Pablo Benetti. Ainda neste aspecto, foi apresentado na mesma reunião, o projeto de construção de uma ciclovia e de pontos de empréstimo de bicicletas para o uso da comunidade universitária. O professor Celso Alvear, do Instituto de Física (IF), e o subprefeito da Cidade Universitária, Ivan do Carmo, foram os responsáveis por levar a proposta ao grupo de trabalho.

A idéia é aumentar a circulação interna do campus, sem a emissão de gás carbônico, em duas etapas: a implantação de uma ciclovia em toda a Cidade Universitária e de locais diversos onde as bicicletas poderiam ser retiradas e devolvidas, a custo zero, por usuários cadastrados. Esses espaços poderiam ser contêineres equipados com dispositivos de segurança interligados à intranet da UFRJ onde a comunidade poderá ter acesso ao número de veículos disponíveis em cada ponto. O custo total estimado para a aquisição de 300 bicicletas, 14 contêineres, além de computadores, leitores de códigos de barras, pintura e mão de obra, seria em torno de R$ 160 mil, no caso de desenvolvimento pela própria universidade.

Paralelo a este investimento, seriam desenvolvidos dispositivos de segurança entre a faixa destinada aos veículos automotores e as bicicletas. Os cruzamentos seriam instalados somente em locais de baixo fluxo de carros. O projeto ainda não tem orçamento previsto.

Restaurantes

Outra proposta apreciada pela comissão foi a dos restaurantes e refeitórios universitários, apresentado pela professora Lúcia Andrade, do Instituto de Nutrição Josué de Castro (INJC). O objetivo, a curto prazo, é distribuir 800 refeições para o Restaurante da Faculdade de Letras no horário de almoço, outras 1700 para o Restaurante Central, além de 500 para os estudantes residentes do alojamento no jantar. No final de 2009, a previsão é aumentar o número de refeições para 3200 durante o almoço no Restaurante Central, produzir 2000 refeições no Restaurante do CT/CCMN e transportar outras 4000 para os refeitórios satélites. A longo prazo, a meta é utilizar a área da Unidade de Alimentação e Nutrição (UAN) para a produção de suas próprias refeições, além da distribuição de alimentação para os refeitórios satélites, para atender à toda demanda da universidade.