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Memória

Leopoldo de Meis recebe título de Professor Emérito da UFRJ

O pesquisador e professor Leopoldo de Meis recebeu na quinta-feira, dia 2, o título de Professor Emérito da UFRJ.

 O pesquisador e professor Leopoldo de Meis recebeu na quinta-feira, dia 2, o título de Professor Emérito da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) pela relevância de suas atividades em prol da comunidade acadêmica e da sociedade. A cerimônia de emerência, que ocorreu no Salão Pedro Calmon do Fórum de Ciência e Cultura, no campus na Praia Vermelha, teve a presença do reitor da UFRJ, Aloísio Teixeira, além de professores, pesquisadores, alunos e familiares do homenageado.

Leopoldo formou-se na Faculdade de Medicina em 1961 pela então Universidade do Brasil, atual Universidade Federal do Rio de Janeiro. Atuou como professor titular e mantém até hoje atividades de pesquisa no Instituto de Bioquímica Médica (IBqM) da UFRJ. Ao longo de sua trajetória acadêmica, o educador acumula 19 prêmios e distinções nacionais e internacionais concedidos por sua contribuição às atividades de ensino e pesquisa, mas afirma que a outorga do título de professor emérito da UFRJ tem um sentido especial. “A UFRJ é a minha casa desde os 17 anos. Ainda continuo trabalhando na universidade. É um grande privilégio ser emérito desta instituição”.

Em seu discurso, Leopoldo destacou que a universidade deve ter como papel fundamental na sociedade a função “civilizadora”. Segundo Leopoldo, a noção de humanismo deve permear todas as ações de uma instituição que se destina a transmitir conhecimento para as novas gerações. Além do título de professor emérito, o pesquisador recebeu outras distinções importantes, dentre elas a Ordem Nacional do Mérito Científico e Educativo, respectivamente nas classes Grã-Cruz e Comendador, pela Presidência da República e o Prêmio de Química pela Academia de Ciências do Terceiro Mundo.

Universalização do ensino

O reitor Aloísio Teixeira, que presidiu a cerimônia, ressaltou a grande contribuição do professor Leopoldo de Meis à ciência, ao ensino e, em particular, a UFRJ. Também participaram da homenagem a diretora do IBqM, Débora Foguel, o diretor do Colégio Brasileiro de Altos Estudos, Nelson Maculan, e o professor Antônio Paes de Carvalho. Aloísio destacou em seu discurso a preocupação de Leopoldo com o alcance social do ensino de ciência.

– O professor Leopoldo já fazia o que chamamos de extensão muito antes de a universidade ter qualquer estrutura voltada para essa finalidade. Essa contribuição talvez seja um dos grandes exemplos que cada um de nós, professores dessa universidade, deve recolher -, afirmou.

O professor emérito participou ativamente no projeto de implantação dos cursos de férias do IBqM para professores e estudantes das redes pública e privada de ensino. Outro exemplo de política inclusiva, com participação direta do educador, foi a criação do programa “Jovens talentosos”, que busca envolver alunos de baixa renda do ensino médio em projetos de iniciação científica, incentivando-os a cursar o ensino superior. 
  
O reitor Aloísio Teixeira afirmou também compartilhar a visão de Leopoldo de Meis de levar o ensino da ciência para além dos muros da universidade. “Quando a gente faz ciência ou pesquisa, não estamos apenas querendo o reconhecimento individual. Temos que usar os conhecimentos que a universidade possui como instrumento de transformação da nossa sociedade. Esse papel da universidade como papel civilizador é uma idéia central que nós temos que absorver. É através disso que a universidade formará cidadãos não apenas de uma elite restrita, mas de muitos outros jovens que podem e devem ter acesso”.