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Valongo lança livro para comemorar 50 anos de curso

Na tarde desta quinta-feira, dia 26, ocorreu, no Centro de Ciências Matemáticas e da Natureza (CCMN), o lançamento do livro “Observatório do Valongo”, editado pela Coordenadoria de Comunicação (CoordCom) da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

O livro faz parte das comemorações dos 50 anos do curso de graduação em Astronomia da UFRJ. Com intuito de revisitar seu passado, difundir sua memória e rituais acadêmicos, a série “Memorabilia”, da CoordCom, em sua 7ª edição, reconhece suas origens e traz para os leitores a história desse curso e do seu local de aplicação, que a partir da reforma universitária de 1968 passou a ser aplicado no Observatório do Valongo. Atualmente um dos maiores centros de estudo em Astronomia e de formação do país.

Em 2009, será lançado um segundo curso pela Universidade de São Paulo (USP). De acordo com Silvia Lorenz, diretora do Observatório do Valongo, local onde se formou e ensina Astrofísica, a instituição que representa é conhecida em toda comunidade astronômica do Brasil, no entanto, na UFRJ, sua casa, as pessoas não são bem informadas a respeito do curso. A importância de publicar um material sobre o Observatório do Valongo estaria aí.

– Durante esses 50 anos, o curso de Astronomia foi muito combatido. As pessoas achavam que não havia necessidade e realizá-lo. Ele é, antes de mais nada, um sobrevivente, até mesmo de áreas afins como a física, a matemática. No entanto, ele não só sobreviveu , como se superou – orgulhou-se Silvia.
Atualmente, além da graduação, o Observatório do Valongo  estruturou suas atividades de Pós-graduação e de extensão. Esse último, por exemplo, atende cerca de 10 mil pessoas por ano, seja em sua própria localidade, ou em visitas a escolas. Segundo a diretora, todos os profissionais do planetário do Rio de Janeiro, são ex-alunos de Astronomia da UFRJ.

A decana do Centro do CCMN, Angela Rocha dos Santos, foi além e especulou um possível Doutorado aprovado. “Nesses 50 anos, o Valongo cresceu bastante, passou de órgão suplementar para uma unidade acadêmica, estruturou sua Pós-graduação, tenho certeza que, em breve, terá seu programa de Doutorado aprovado e, nos próximos 50 anos, será referência internacional”, projetou.

Entre os presentes, alunos e ex-alunos do curso, estava a pesquisadora Cíntia Quireza Campos, que se graduou em Astronomia pela UFRJ em 1996, possui mestrado e doutorado nessa área pela USP e atualmente desenvolve pesquisa em Nebulosas Planetárias no Observatório Nacional, o aluno sai da graduação com a mente bem encaminhada profissionalmente. “Ele tem material para decidir o que vai fazer, a base é muito boa, guardo excelentes recordações do período em que estudei lá”, disse.

Já Jucira Lousada Penna, graduada em Astrometria pelo Valongo, em 1976, e que desenvolve pesquisas sobre o monitoramento do diâmetro solar também pelo Observatório Nacional ressaltou a presente e considerável dinâmica de profissionais do instituto. “Na época em que estudei lá, os astrônomos eram oriundos de outros cursos, como da Física e da Engenharia. Quando entrei lá, a primeira turma estava se formando e alguns já foram direto para o Observatório Nacional. Hoje, destacaria a alta capacidade do instituto de formar profissionais prontos para serem incorporados ao mercado”, afirmou a ex-aluna.

É o que espera Gustavo Bragança, que neste ano se forma em Astrofísica nesse instituto. “A formação acadêmica que tive foi muito boa, seja em ramos científicos ou teóricos. Mesmo sendo um curso forte e difícil de cumprir, os professores são dedicados na formação dos alunos e são altamente qualificados”, elogia o futuro pequisador.