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Reitor discute saídas para a crise do Hospital do Fundão

Nesta quinta-feira, 15 de maio, o reitor Aloísio Teixeira e Alexandre Cardoso, diretor do HU, participaram de uma reunião para discutir a crise que emergiu no último dia 13, quando foram suspensas as cirurgias de alta complexidade no hospital.

Nesta quinta-feira, 15 de maio, o diretor do Hospital Universitário Clementino Fraga Filho (HUCFF/UFRJ), Alexandre Pinto Cardoso, participou de uma reunião com diversos representantes da universidade, para discutir a crise que emergiu no último dia 13, quando foram suspensas as cirurgias de alta complexidade no hospital.

Estiveram presentes o Reitor, Aloísio Teixeira; o Decano do Centro de Ciências da Saúde, Almir Fraga Valladares; o pró-reitor de Pessoal e Serviços Gerais, Luiz Afonso; o diretor da Faculdade de Medicina, Antônio Ledo; e o Presidente da Fundação Universitária José Bonifácio, Raymundo de Oliveira.

Mudanças

Ontem, o reitor Aloísio Teixeira se reuniu com o Ministro da Saúde, José Gomes Temporão, para discutir a crise no HUCFF. De acordo com Alexandre Cardoso, o Ministério deseja transformar o Hospital Universitário em Unidade Orçamentária, o que facilitará o repasse de recursos.

– Essa incerteza em relação aos pagamentos gerou uma fuga dos nossos fornecedores. No entanto, posso garantir que eles vão continuar recebendo normalmente, sem problemas. Já estamos entrando em um acordo, e acredito que esse problema deva se resolver nos próximos dias -, afirma Alexandre.

Outra mudança é o reajuste no repasse de verbas do Sistema Único de Saúde (SUS) para o Hospital. O Plano Operativo Anual (POA) fixou um reajuste de 15% para procedimentos de alta complexidade, como cirurgias no coração. “Isso significa não um repasse maior de verbas, mas a possibilidade que temos de expandir nosso trabalho”, esclarece o diretor. Com este aumento, os procedimentos de alta complexidade passam a ter um teto de R$ 2,33 milhões. O POA não fixou um reajuste para procedimentos de média complexidade.

Manifestação

Amanhã, dia 16 de maio, às 8 da manhã, o Centro Acadêmico da Faculdade de Medicina promove uma manifestação contra o sucateamento do HUCFF. São esperados alunos, funcionários e professores da área da saúde, além de familiares dos pacientes internados no hospital. O diretor Alexandre Cardoso estará presente. 

Crise

Os problemas estruturais do Hospital Universitário, que culminaram com a crise atual, não vêm de hoje. O hospital é vinculado ao Ministério da Educação e Saúde, e presta serviços ao SUS. No entanto, as verbas destinadas ao hospital estão defasadas, e as dívidas acumuladas chegam à marca dos 10 milhões de reais.

– Esta não é uma crise apenas do HUCFF, mas de todos os Hospitais Universitários Federais no Brasil. Semana que vem haverá uma reunião com os reitores de todas as universidades públicas federais no país, especialmente aquelas que possuem hospitais, para discutir a crise. Esperamos encontrar uma solução em breve – explica Alexandre.