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UFRJ cria núcleo de atendimento popular

 A UFRJ disponibilizará, através da criação do Núcleo Interdisciplinar de Ações para Cidadania (NIAC), mais um serviço à comunidade do entorno da Ilha do Fundão. O projeto, vinculado à Pró-reitoria de Extensão (PR-5), reúne as áreas de Arquitetura, Psicologia, Direito e Serviço Social, e oferece aos moradores das localidades da Maré um atendimento integrado, que busca conectar os saberes dessas áreas para a solução dos problemas apresentados.

A partir do dia 25 de junho, os interessados que comparecerem, de segunda a sexta, das 13h30m às 17h, ao NIAC, localizado na Divisão de Integração Universidade Comunidade (prédio anexo da PR-5 na Prefeitura Universitária), passarão por um processo de triagem, realizado por alunos dos cursos de Serviço Social, Psicologia e Direito. Baseados em uma perspectiva que defende a existência de múltiplas causas e soluções para os problemas cotidianos do indivíduo, conjuntamente, esses estudantes analisarão os casos apresentados.

De acordo com Marco Silva, coordenador do projeto e professor da Faculdade de Direito, o atendimento integrado é uma inovação tanto para os usuários-clientes do NIAC como para os profissionais que atuarão no núcleo: “as pessoas pensam nos problemas como se eles não estivessem integrados. Embora um usuário venha até nós à procura de um serviço determinado, a partir da demanda inicial dele, nós poderemos apontar desdobramentos em outras áreas para que essas questões sejam, de fato, solucionadas. A tentativa de resgatar a complexidade do problema do usuário-cliente é uma experiência acadêmica única que proporcionará aos alunos envolvidos no projeto vivenciar, de forma mais intensa, a interdisciplinaridade na prática profissional”, observa o docente.

Após a triagem, os alunos cadastrarão os dados dos usuários-clientes em um banco eletrônico de dados, o que, segundo Marco Silva, tornará, resguardado o sigilo profissional, as informações acessíveis a pesquisadores internos e externos ao núcleo, permitindo o acompanhamento e a pesquisa dos casos. Somente então, os estagiários encaminharão os usuários para uma ou mais áreas específicas.

O projeto, que conta com a participação de 32 bolsistas dos quatro cursos, 8 docentes, 2 funcionários técnicos-administrativos e 2 profissionais associados, recebeu o financiamento da Petrobras e tem como parceiros operacionais a Fundação Oswaldo Cruz, a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e a Secretaria Estadual de Educação.

Atribuições de cada área

Apesar do atendimento integrado, cada área do conhecimento ofertará serviços distintos aos usuários-clientes. O Direito, por exemplo, não trabalhará apenas com ações judiciais, mas visa também auxiliar no processo de formação de cooperativas e prestar assessoria jurídica a entidades da sociedade civil e movimentos sociais. “Temos o interesse de estimular um lado esquecido pelos profissionais, que é o de atender demandas coletivas e de interferir mais nas questões antes que elas virem efetivamente um problema judicial”, comenta o docente da FND.

Já a Escola de Serviço Social (ESS) atuará na promoção e divulgação dos direitos de cidadania, através da realização de oficinas sócio-culturais e distribuição de cartilhas, e prestará assessoria a projetos de geração de renda a pessoas em situação de vulnerabilidade criminal, psíquica e social: “Nosso público-alvo é composto por famílias sem acesso à justiça e vulnerável aos processos de vitimização e criminalização. Além disso, pretendemos auxiliar pessoas egressas do sistema de justiça criminal e profissionais (técnicos) do sistema de justiça criminal”, explica Miriam Guindani, docente da ESS e coordenadora do NIAC.

A Psicologia disponibilizará atendimento psicológico a pessoas vulneráveis psiquicamente e em situação de violência, além de laudos e perícias psicológicas. Das quatro áreas, a Arquitetura é a única que oferece um atendimento específico, no qual, em vez de tratar de problemas individuais, buscará sanar questões relativas à coletividade. Para tanto, os profissionais da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo (FAU) desenvolverão projetos de reconfiguração de espaços públicos e equipamentos coletivos e orientarão comunidades e moradores nas ações de reformas e melhorias dos espaços públicos.

Os coordenadores do NIAC estimam que o núcleo tenha a capacidade de atender 40 novos casos por semana e afirmam que estender a área de atuação do serviço é um dos objetivos principais do grupo: “queremos ampliar nossa base de ação o mais rápido possível. É provável que já no ano de 2008 estejamos capacitados a atender a área de Manguinhos também”, informa Marco Silva.

  Assista em vídeo matéria sobre o NIAC na "UFRJ em Vídeo" 6:05 min. 

A UFRJ disponibilizará, através da criação do Núcleo Interdisciplinar de Ações para Cidadania (NIAC), mais um serviço à comunidade do entorno da Ilha do Fundão. O projeto, vinculado à Pró-reitoria de Extensão (PR-5), reúne as áreas de Arquitetura, Psicologia, Direito e Serviço Social, e oferece aos moradores das localidades da Maré um atendimento integrado, que busca conectar os saberes dessas áreas para a solução dos problemas apresentados.

 A partir do dia 25 de junho, os interessados que comparecerem, de segunda a sexta, das 13h30m às 17h, ao NIAC, localizado na Divisão de Integração Universidade Comunidade (prédio anexo da PR-5 na Prefeitura Universitária), passarão por um processo de triagem, realizado por alunos dos cursos de Serviço Social, Psicologia e Direito. Baseados em uma perspectiva que defende a existência de múltiplas causas e soluções para os problemas cotidianos do indivíduo, conjuntamente, esses estudantes analisarão os casos apresentados.

De acordo com Marco Silva, coordenador do projeto e professor da Faculdade de Direito, o atendimento integrado é uma inovação tanto para os usuários-clientes do NIAC como para os profissionais que atuarão no núcleo: “as pessoas pensam nos problemas como se eles não estivessem integrados. Embora um usuário venha até nós à procura de um serviço determinado, a partir da demanda inicial dele, nós poderemos apontar desdobramentos em outras áreas para que essas questões sejam, de fato, solucionadas. A tentativa de resgatar a complexidade do problema do usuário-cliente é uma experiência acadêmica única que proporcionará aos alunos envolvidos no projeto vivenciar, de forma mais intensa, a interdisciplinaridade na prática profissional”, observa o docente.

Após a triagem, os alunos cadastrarão os dados dos usuários-clientes em um banco eletrônico de dados, o que, segundo Marco Silva, tornará, resguardado o sigilo profissional, as informações acessíveis a pesquisadores internos e externos ao núcleo, permitindo o acompanhamento e a pesquisa dos casos. Somente então, os estagiários encaminharão os usuários para uma ou mais áreas específicas.

O projeto, que conta com a participação de 32 bolsistas dos quatro cursos, 8 docentes, 2 funcionários técnicos-administrativos e 2 profissionais associados, recebeu o financiamento da Petrobras e tem como parceiros operacionais a Fundação Oswaldo Cruz, a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e a Secretaria Estadual de Educação.

Atribuições de cada área

Apesar do atendimento integrado, cada área do conhecimento ofertará serviços distintos aos usuários-clientes. O Direito, por exemplo, não trabalhará apenas com ações judiciais, mas visa também auxiliar no processo de formação de cooperativas e prestar assessoria jurídica a entidades da sociedade civil e movimentos sociais. “Temos o interesse de estimular um lado esquecido pelos profissionais, que é o de atender demandas coletivas e de interferir mais nas questões antes que elas virem efetivamente um problema judicial”, comenta o docente da FND.

Já a Escola de Serviço Social (ESS) atuará na promoção e divulgação dos direitos de cidadania, através da realização de oficinas sócio-culturais e distribuição de cartilhas, e prestará assessoria a projetos de geração de renda a pessoas em situação de vulnerabilidade criminal, psíquica e social: “Nosso público-alvo é composto por famílias sem acesso à justiça e vulnerável aos processos de vitimização e criminalização. Além disso, pretendemos auxiliar pessoas egressas do sistema de justiça criminal e profissionais (técnicos) do sistema de justiça criminal”, explica Miriam Guindani, docente da ESS e coordenadora do NIAC.

A Psicologia disponibilizará atendimento psicológico a pessoas vulneráveis psiquicamente e em situação de violência, além de laudos e perícias psicológicas. Das quatro áreas, a Arquitetura é a única que oferece um atendimento específico, no qual, em vez de tratar de problemas individuais, buscará sanar questões relativas à coletividade. Para tanto, os profissionais da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo (FAU) desenvolverão projetos de reconfiguração de espaços públicos e equipamentos coletivos e orientarão comunidades e moradores nas ações de reformas e melhorias dos espaços públicos.

Os coordenadores do NIAC estimam que o núcleo tenha a capacidade de atender 40 novos casos por semana e afirmam que estender a área de atuação do serviço é um dos objetivos principais do grupo: “queremos ampliar nossa base de ação o mais rápido possível. É provável que já no ano de 2008 estejamos capacitados a atender a área de Manguinhos também”, informa Marco Silva.