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Unidades apresentam planos de expansão

Teve início nesta segunda-feira, 18 de junho, a apresentação pública dos projetos de ampliação e reestruturação acadêmica elaborados pelas unidades da UFRJ.  A comissão criada, em dois de maio pelo reitor Aloísio Teixeira, para avaliar o Plano de Desenvolvimento da Educação (PDE) e propor diretrizes para as ações a serem encaminhadas pela UFRJ incentivou cada unidade da instituição a organizar um plano que contivesse metas de expansão e discriminasse os recursos necessários para a viabilização desses objetivos.

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Teve início nesta segunda-feira, 18 de junho, a apresentação pública dos projetos de ampliação e reestruturação acadêmica elaborados pelas unidades da UFRJ.  A comissão criada, em dois de maio pelo reitor Aloísio Teixeira, para avaliar o Plano de Desenvolvimento da Educação (PDE) e propor diretrizes para as ações a serem encaminhadas pela UFRJ incentivou cada unidade da instituição a organizar um plano que contivesse metas de expansão e discriminasse os recursos necessários para a viabilização desses objetivos.

Os projetos da Escola Politécnica (Poli), do Instituto de Química (IQ), da Escola de Química (EQ) e da Escola de Belas Artes (EBA) foram os primeiros a serem avaliados pela comissão. Além deles, neste encontro, realizado no Salão do Conselho Universitário, também o Centro de Ciências Matemáticas e da Natureza apresentou sugestões de ampliação.

A proposta de expansão da Poli envolve a oferta de 100 novas vagas já para o vestibular 2008. Ao contrário do que ocorre com os alunos que ingressam hoje, esses 100 estudantes não fariam a opção por habilitação no momento da inscrição para o processo seletivo, mas depois de um ciclo básico composto por quatro períodos.

Ericksson Almendra, diretor da unidade, ressaltou que os novos discentes supririam as vagas ociosas originadas com os processos de evasão, que, na Poli, atingem índices de 30%: “Temos 240 vagas não-ocupadas que poderiam servir para alocar esses alunos. Além disso, esse curso atende a uma parcela de estudantes que chega à universidade sem condições de fazer escolhas, que gostaria de retardar a decisão”, destaca Almendra, explicando ainda que o novo método não exclui o atual, no qual os vestibulandos optam, de antemão, por um curso específico.

O IQ apresentou duas propostas básicas de ampliação de suas atividades. A primeira delas refere-se à criação de uma turma, com 50 vagas e início previsto para o primeiro semestre do próximo ano, de Licenciatura em Química em Macaé, no Núcleo de Pesquisas em Ecologia e Desenvolvimento Sócio-Ambiental de Macaé (Nupem). A segunda meta do IQ é organizar um curso de Mestrado em Ensino de Química, que possui como foco principal a melhoria do Ensino Básico, através do atendimento a professores da rede pública sem formação superior.

A diretora do IQ, Cássia Turci, em sua exposição, lembrou que a aprovação dessas duas iniciativas vai ao encontro as propostas do Decreto 6096/2007, que trata dos Planos de Reestruturação e Expansão das Universidades Federais (REUNI), que visam, entre outras coisas, ampliar os projetos de interiorização e promover maior aproximação entre os níveis de ensino no país: “Um dos aspectos positivos do REUNI é que ele nos forçou a refletir mais intensamente sobre a implementação de ações que existem há muito tempo em nosso instituto”, completou Cássia.

Eduardo Mach, da Escola de Química, também discorreu sobre duas iniciativas da unidade; uma delas que prevê a implementação de um curso noturno, com duração de 6 anos, e a outra que incentiva a utilização de novas metodologias de ensino, envolvendo estudo dirigido, oficinas e jogos didáticos, que sejam capazes de diminuir as taxas de evasão da Escola. De acordo com os cálculos do docente, essas propostas poderiam reduzir, até 2012, os índices de desistência dos cursos para 36,4% e aumentar a relação professor-aluno para 15,8.

Já a EBA trouxe como sugestões de ampliação a criação de uma habilitação em Artes Cênicas para o curso de Educação Artística, que tem como objetivo principal suprir a carência de professores com formação específica nessa área, e a implantação de um Bacharelado em História da Arte, que, se aprovado, será o primeiro curso de Graduação desse tipo a ser oferecido por uma instituição pública de Ensino Superior.

Além disso, a professora Marta Barroso, do Instituto de Física (IF), expôs aos presentes um projeto, vinculado ao Centro de Ciências Matemáticas e da Natureza, de implantação de um Bacharelado em Ciências Exatas e da Terra. Esse curso, calcado em um currículo flexível com forte base científica, possibilitará ao aluno, após quatro semestres, migrar para qualquer Graduação já oferecida pelo Centro ou, caso prefira, o estudante poderá optar por concluir o Bacharelado, que tem a duração de 3 anos.

Necessidades

Durante as explanações, os diretores de unidades enumeraram as mudanças, em termos de infra-estrutura e de pessoal, que serão necessárias para que suas propostas sejam implementadas. Embora cada projeto tenha suas especificidades, os docentes convergiram sobre a urgência de professores, de funcionários técnicos-administrativos, de salas de aula, de acervo bibliográfico e de laboratórios.

Apesar de terem manifestado interesse em participar das discussões acerca do REUNI, os estudantes que, no último dia 13 de junho, ocuparam a Reitoria da UFRJ não compareceram à primeira apresentação dos projetos. As apresentações dos planos de expansão das unidades serão realizadas até a próxima quinta-feira, 21 de junho, sempre a partir das 13h30m, e serão transmitidas pela TV Consuni através do seguinte endereço: http://tv.ufrj.br/consuni/.