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O dia D da Dengue na UFRJ

A Prefeitura Universitária (PU) realizou nesta segunda-feira, dia 18 de dezembro, o simpósio de capacitação profissional "Dia D da Dengue na UFRJ". O evento, que teve lugar no salão nobre da decania do Centro de Ciências Matemáticas e da Natureza (CCMN), das 9h às 17hs, contou com a presença de representantes de várias unidades da UFRJ, interessados em contribuir para erradicar o mosquito transmissor na universidade.

 A Prefeitura Universitária (PU) realizou nesta segunda-feira, dia 18 de dezembro, o simpósio de capacitação profissional “Dia D da Dengue na UFRJ”. O evento, que teve lugar no salão nobre da decania do Centro de Ciências Matemáticas e da Natureza (CCMN), das 9h às 17hs, contou com a presença de representantes de várias unidades da UFRJ, interessados em contribuir para erradicar o mosquito transmissor na universidade. Para garantir um verão seguro, o Grupo de Trabalho de Combate a Dengue da PU, instituído em abril deste ano, estabeleceu parcerias com diversas unidades acadêmicas que viabilizaram a realização do simpósio.
O encontro foi iniciado com a apresentação do projeto pelo vice-prefeito Ivan Ferreira Carmo, que  destacou a importância da participação de todos no combate à Dengue; e pela representante da decania do Centro de Ciências da Saúde (CCS),  Diana Maul, que comemorou os 20 anos de atividades de controle da doença nos campi, iniciadas quando da primeira epidemia que atingiu a cidade, em 1986, tendo sido a ação da UFRJ fundamental para a redução significativa dos casos da doença na comunidade da Maré.
De acordo com Marcelle Lage, do gabinete da prefeitura, a idéia é fazer na universidade um “Dia D contra a Dengue” a cada mês; treinando as pessoas para que conscientizem seus vizinhos a viver sem o mosquito da Dengue.  O professor Maulori Cabral, do Instituto de Microbiologia Professor Paulo de Góes (IMPPG), analisou verdades e mitos sobre a Dengue. Com uma linguagem simples, o pesquisador explicou aos presentes o ciclo de vida do mosquito Aedes Aegypti; as formas de transmissão e os perigos da doença; e as alternativas para evitar a procriação dos vetores, como o uso de mosquitoeiras feitas com garrafas pet, um instrumento educacional para controle da população de mosquitos nas áreas urbanas, idealizadas pelo projeto Horta em pet, da UFRJ.

O premiado vídeo científico “A vida macro e micro dos mosquitos Aedes Aegypti”, produzido pelo pesquisador Genilton J. Vieira, do Instituto Oswaldo Cruz, da FIOCRUZ, foi apresentado com a finalidade de facilitar a compreensão acerca dos perigos que envolvem o convívio com o mosquito e a importância do seu combate.  Outra atração encenada pela equipe organizadora do simpósio foi o Conhecendo os Aede Aegypt, com o show dos mosquitos adestrados. Sob o lema “Faça seu vizinho feliz; não deixe que ele pegue Dengue”, os participantes do encontro tiveram a oportunidade de assistir a um teatro de bonecos, interpretados por alunas da Escola de Belas Artes (EBA) e da Escola de Enfermagem Anna Nery (EEAN), sob coordenação da professora Maria Isabel Liberto, do Departamento de Virologia do IMPPG.
 
O professor Roberto Medronho, do Instituto de Microbiologia, também discutiu com os presentes formas de reconhecer a doença, seus sinais, sintomas e recomendações médicas. O simpósio “Dia D da Dengue na UFRJ” foi encerrado com uma visita a laboratórios de saúde pública voltados para o diagnóstico da doença; e uma excursão a um condomínio de Vila Isabel, onde foi implantado um projeto de combate aos mosquitos, desenvolvido pelo biólogo Emir Mercadante. Uma vez por mês, a coordenação de extensão do Instituto de Microbiologia promove um simpósio semelhante, aberto à toda a comunidade acadêmica; e em fevereiro de 2007, professores da rede pública de ensino terão a oportunidade de participar do projeto.