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Estudo com citocinas pode indicar tratamento para transtorno do pânico

Pesquisadora do Ipub conquista prêmio da Academia Nacional de Medicina

A Academia Nacional de Medicina (ANM) apresenta nesta quinta-feira, 6/8, os trabalhos vencedores da premiação anual para as grandes conquistas voltadas ao desenvolvimento das práticas de medicina, cirurgia, saúde pública e ciências afins.  Em virtude da pandemia do coronavírus, o evento de 2020 será virtual, a partir das 14h30, no web hall da Academia, pela plataforma Zoom Meetings. É destaque a conquista do prêmio Antônio Austregésilo Rodrigues Lima pela pesquisadora Laiana Azevedo Quagliato, do Instituto de Psiquiatria (Ipub) da UFRJ.

Estudante de doutorado do Programa de Pós-graduação em Psiquiatria e Saúde Mental do Ipub/UFRJ e integrante da equipe do Laboratório de Pânico e Respiração, a vencedora é orientada pelo professor Antonio Egídio Nardi, com quem fez o mestrado, cujo tema de dissertação foi “O papel de citocinas inflamatórias e da via da quinurenina na fisiopatologia do transtorno de pânico”. 

O estudo consistia em verificar se proteínas específicas, as citocinas inflamatórias, atuam em pacientes com transtorno do pânico, uma vez que se apresentam em grande quantidade no organismo deles. O objetivo da pesquisa é permitir novos tratamentos farmacológicos para a enfermidade. “Considero a premiação um grande incentivo para continuar na pesquisa, mesmo em um período de falta de recursos e negacionismo da ciência”, comemora Laiana Quagliato.

Um grupo que reúne médicos da Universidade Federal do Espírito Santo, Universidade Federal de São Paulo e da Columbia University levou o grande prêmio Presidente da Academia Nacional de Medicina. Eles apresentaram um estudo sobre avanços para o tratamento da principal doença oftalmológica relacionada à perda da visão em adultos maiores de 55 anos: a degeneração macular relacionada à idade. O grupo pesquisou as moléculas pró e antiangiogênica, que podem contribuir para vascularização ocular e aplicação dos sistemas CRISPR-Cas para edição do genoma, também conhecida como “cirurgia genômica” no campo da oftalmologia.

Outro vencedor da edição do 2020 dos prêmios da ANM aborda as técnicas de transplante de fígado. De um grupo de médicos da Unidade de Transplante de Fígado do Hospital Universitário Oswaldo Cruz, da Universidade do Estado de Pernambuco, esse estudo venceu na categoria Prêmio Presidente José Cardoso de Moura Brasil.

A Academia Nacional de Medicina foi fundada em 1829 e mudou de nome duas vezes, sempre contribuindo para o estudo, a discussão e o desenvolvimento das práticas da medicina, cirurgia, saúde pública e ciências afins. É órgão de consulta do governo brasileiro sobre questões de saúde e educação médica.