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Festival Audiovisual Universitário coloca a UFRJ nas telas

Entre 24 e 28/8, o público poderá se reunir para acompanhar a programação do FESTA

O Festival Audiovisual Universitário (FESTA) chega, em 2026, à sua segunda edição. O evento, que acontece entre os dias 24 e 28/8, traz em sua programação palestras, oficinas e debates, além de encontros com produtores e cineastas e exibições de filmes. A ideia do festival surgiu em 2024 e foi implementada em 2025, a partir da união de esforços de diferentes coletivos e núcleos de produção audiovisual da Escola de Comunicação (ECO) da UFRJ, como os projetos de extensão Cinerama, NaTora, Paralaxe, PET, TJUFRJ e Moviola. A partir da percepção de que muitos projetos desenvolvidos no âmbito das disciplinas acabavam por não serem finalizados ou permanecerem restritos ao ambiente acadêmico, os organizadores pensaram em uma maneira de modificar essa realidade. Assim, o festival surgiu como um espaço cujo intuito seria incentivar os estudantes a concluírem seus projetos audiovisuais e dar visibilidade, para além da Universidade, aos trabalhos realizados na ECO.

Neste ano, o FESTA amplia sua abrangência. Se na primeira edição os filmes selecionados deveriam ter sido produzidos exclusivamente por estudantes da Escola de Comunicação, agora podem participar produções realizadas em diferentes unidades da Universidade. A proposta é que o festival se consolide como uma grande mostra da produção audiovisual da UFRJ. Para chegar à programação da segunda edição, o evento recebeu inscrições entre 11/5 e 5/6. Após o encerramento das inscrições, os trabalhos passaram por uma curadoria realizada por professores e profissionais convidados do audiovisual, os quais selecionaram obras que irão compor as três mostras do festival: ficção, não ficção e arquivo.

Unindo ensino, pesquisa e extensão

A programação do evento reúne a exibição dos filmes selecionados e uma série de atividades formativas e de discussão, como palestras, oficinas, workshops e debates com profissionais do audiovisual. Além disso, os participantes poderão ter contato com cineastas e produtores com vasta experiência no mercado, como Jorge Furtado, Lílis Soares e Gabriel Domingues. Com uma programação que acontece entre o campus da Praia Vermelha e a Cinemateca do MAM, a proposta é articular a produção dos estudantes a espaços de formação, troca e circulação, aproximando a Universidade do público e do circuito profissional do audiovisual. Para Carine Prevedello, professora da ECO e uma das organizadoras do festival, o evento busca manter e fortalecer os três pilares da Universidade – ensino, pesquisa e extensão – aumentando o contato com o público externo, em especial em um momento em que o cinema brasileiro tem se destacado nacional e internacionalmente.

“Como a gente está falando de cinema e produção audiovisual, isso é arte, é sensibilidade. Então, a gente precisa de uma relação que realmente se estabeleça com o público. Os filmes precisam ser vistos e, a partir daí, as transformações acontecem: as pessoas entendem a beleza, a efetividade e a competência do que é feito dentro da Universidade”, explica. Para ela, a ECO tem uma contribuição importante a dar nesse sentido, quando mostra também o que é feito pelo corpo discente: “Esta é a ideia: que a gente também reforce o incentivo aos estudantes para concluir os seus filmes e jogar para o mundo, para circular, buscar festivais, buscar visibilidade, buscar a inserção desses filmes socialmente. Essa é a ideia”, conclui.